Daniel Soares

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Nosso espaço. Minha história

sábado, 28 de maio de 2011

Coomigasp Gessé Simão: “O compromisso da nossa gestão é fazer o garimpo é produzir”

O presidente da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Gessé Simão, fez uma avaliação positiva dos trabalhos desenvolvidos pela empresa Colossus na Nova Mina de Serra Pelada nesse primeiro semestre de 2011. Segundo ele, o projeto está indo muito bem e a perfuração do túnel principal da galeria já atingiu a marca de 265 metros esta semana.
“Estamos trabalhando firme. A Colossus continua com o firme propósito de até ao final do ano iniciar a produção mineral. Este é o compromisso que ela tem conosco. Embora o contrato prevê que esta produção mineral tenha inicio em março de 2012. Acredito que até dezembro as primeiras barras de ouro serão entregues. E Isso é o que  o garimpeiro espera. O compromisso da nossa gestão é fazer o garimpo produzir. As coisas estão indo muito bem”, afirmou.
Aposentadoria dos garimpeiros
Simão informou que conversou recentemente com representantes de algumas cooperativas sobre o compromisso do projeto de aposentadoria para o garimpeiro e  surgiu a ideia de criação de um Fundo Mineral. “Eu já entrei em contato com a Vale, com a Vertical e com a Colossus e elas estão achando maravilhosa esta proposta. O que falta neste momento é a gente conversar com a Agasp-Brasil, que não sei qual o pensamento dessa entidade, para mostrar que este é o caminho  para a aposentadoria e que é o principal assunto a ser discutido. Devemos apresentar a seguinte proposta para a CEFEM  (Compensação Financeira por Exploração Mineral) para que ela possa ter subsídio para definir a questão: 1% para os municípios;  1% para o estado da mineração; 1% para a Nação e 1% para os garimpeiros da área da mineração. E  assim a coisa vai funcionar”, frisou.
Para o presidente da Coomigasp, já existe um compromisso no Senado de aprovar o projeto de aposentadoria do garimpeiro, que no momento encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados. De acordo com ele, o Fundo é importante para poder mostrar ao governo a fonte de receita da aposentadoria do garimpeiro.  “A ideia  é que  o governo não venha reclamar que não tem condição de bancar a aposentadoria e vete o projeto”, destacou Gessé.
 Seminário sobre Ações
Ao reforçar que nunca dá uma informação duvidosa para o garimpeiro, Gessé Simão citou como exemplo a questão das ações em discussão entre a categoria. Ele disse que, por se tratar de assunto muito complexo e bastante técnico, pretende realizar um encontro, possivelmente em julho – em local a ser definido - para discutir o assunto com alguns técnicos dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social; e com a participação de dois funcionários da Bolsa de Valores.
Segundo Gessé, vão participar do seminário todos os delegados regionais, diretores e funcionários e consultores. “Após o encontro, todos vão estar habilitados para falar sobre o assunto envolvendo ações”, argumentou o presidente da Coomigasp, ressaltando que posteriormente haverá um encontro com os delegados regionais e diretores. “Depois disso, vamos realizar uma assembleia com todos os garimpeiros para tratar do assunto. O tema é muito delicado. Temos que estar preparados. Tenho compromisso com a sociedade garimpeira e eles me conhecem e sabem como eu sou. Meu compromisso é ver o garimpo em pleno funcionamento”, disse ele.
Penhora
Sobre a decisão do juiz federal do trabalho de Parauapebas, que responde hoje pela comarca de Marabá, Dr. Jônatas Andrade, que determinou a penhora da concessão de lavra da Nova Mina de Serra Pelada, para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas avaliadas em mais de R$ 17 milhões, Gessé reconheceu que o momento é difícil, mas destacou que a assessoria jurídica da Cooperativa está tomando as providências necessárias e já recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, com sede em Belém. “Fizemos uma proposta para a Justiça Trabalhista, dando uma garantia de que realmente vamos pagar a dívida trabalhista. Com essa garantia queremos fazer com que a justiça entenda de vez que nós não estamos nos negando a pagar a dívida, que é de direito. Na verdade, entendo que aquilo que foi determinado para a penhora foi com base em ações consideradas fraudulentas, mas se a justiça determinou e reconheceu como débito, nós vamos conversar com eles através de nossos advogados, questionar os valores, e pagar as dívidas”, afirmou.
Para Gessé Simão, ao recorrer ao TRT do Pará a Coomigasp quer que a Justiça reconheça que houve excesso por parte do juiz. “A nossa concessão de lavra custa R$ 3 bilhões e o juiz determinou a penhora por causa de um valor de pouco mais de R$ 17 milhões, que nós entendemos que não são nem R$ 17 milhões”, explicou. Segundo ele, houve um acordo com a justiça do trabalho e a cooperativa estava pagando todos os débitos das dívidas que foram reconhecidas. “A penhora é resultado de ações de pessoas que recorreram à Justiça depois do acordo que firmamos e que suas dívidas não foram reconhecidas e os valores são exorbitantes”, destacou.

Ascom - Coomigasp

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